Este blog é um espaço para relatos de experiências, discussões e troca de informações para todos os interessados em Educação, essa tarefa indispensável para a sobrevivência de uma nação.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Acessem! Curso Educação na Era Digital!
https://www.learncafe.com/cursos/educacao-na-era-digital
quarta-feira, 5 de março de 2014
Seres Pensantes - Procura-se
Compartilhar conhecimento sempre foi e continua sendo a melhor ou talvez a única forma de desenvolvimento.
A adoção de conceitos da administração (planejamento estratégico, visão sistêmica) da economia (aumento de oportunidades de trabalho) ou mesmo de fundamentos religiosos como o compartilhar sem medo de perder podem sim ajudar e muito.
Porém, temos que cuidar para a realidade de que antes de adotar novas metodologias e conceitos precisamos reabastecer os professores em relação aos novos desafios que nos fazem as novas cabeças (as crianças e jovens que já nasceram conectadas).
Também não podemos partir para a comparação de nossas escolas e da realidade de nossos alunos com a de outros países, outras culturas. Elas podem servir como orientação mas precisam com certeza de adaptações.
A instituição escolar também precisa de cuidados, afinal, não dá para querer os mesmos resultados quando nossos professores tem sob seus cuidados dezenas de alunos muitas vezes em escolas sem condições adequadas e com pouco acesso às novas tecnologias.
Há de se considerar ainda as imensas diferenças entre alunos de escolas públicas e das particulares. O dinheiro não é o único diferencial, mas sim tudo o que ele pode oferecer como o acesso a cultura e meios melhores de buscar a informação.
Já disse várias vezes nos blogs que acho um grande erro pensar no ensino técnico (visando o trabalho) como a grande saída para o Brasil. Isso nos daria bons profissionais, bons "fazedores" em áreas específicas, mas não nos daria o que mais nos faz falta: seres pensantes, com discernimento, capazes de raciocinar e de criar.
Há muito trabalho pela frente!
Marcadores:
educação brasileira
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Aos Pais e Professores
Em 2014 as aulas, ao menos em São Paulo, recomeçam mais cedo.
Neste 27 de Janeiro, no Estado são 4 milhões de alunos.
No país todo é um batalhão enorme!
Aí, me dirijo aos pais e aos professores: VAMOS FAZER DIFERENTE?
2014, será atípico, com muitos dias livres por causa da Copa que serão somados aos muitos feriados no 1º semestre.
A Copa também vai dispersar a atenção de todos.
Mas não podemos nos esquecer que uma grande parte das dificuldades que o país enfrenta, são resultado da baixa qualidade da educação de nossa população.
Culpados? Chegamos a um ponto que nomear culpados tornou-se impossível.
Prefiro adotar a ideia de que a culpa é de cada um de nós, aqueles que receberam alguma educação, que tem condições de trocar informações e assumimos nossa parte na reconstrução do país.
Professores são responsáveis pela transmissão e a construção do conhecimento.
Pais são responsáveis pela transmissão da noção de direitos e deveres, dos conceitos de civilidade, pelo interesse nos estudos e nisso, os professores são meros colaboradores.
Ou seja: a base vem de casa, da família, dos que cuidam do aluno na vida.
Porém, a base não se mantém se for desconsiderada pelos professores...
Portanto, pais e professores: UNI VOS!
E já que falamos na Copa, dou uma sugestão aos professores. Não permitam que a dispersão causada pelos jogos que citei lá no início nos seja prejudicial.
Ao contrário! Aproveitem o vasto material que a realização da Copa nos trará.
Digo "nos trará", porque eu vou usar isso com minha neta, assim como fiz com os filhos e nos grupos de orientação de professores.
É muito simples e funciona! Basta observar o seguinte:
- Professores de Geografia e História podem trabalhar com conteúdo relativo aos países participantes.
- Professores de Ciências podem considerar a questão do preparo físico dos atletas, das questões relacionadas à física ao pensar a velocidade ou a trajetória das bolas.
- Professores de Português podem observar os diversos depoimentos, entrevistas, comentários e criar aulas incríveis com eles, além de aproveitar a presença de países que também falam o idioma.
- Professores de Matemática (argh! ops! desculpem!) podem falar das probabilidades, dos resultados numéricos do evento.
- os de Educação Física... bem, com esses acho que nem preciso falar!
E por aí vai.
Infelizmente, não daria para falar de tudo o que é possível fazer em um espaço tão limitado como este. Estarei a postos para opinar, basta que enviem comentários.
Este post, não está considerando todos aqueles problemas que a educação enfrenta e que todos nós conhecemos. Esses, a gente aborda em outro momento.
A intenção aqui foi apenas chamar a atenção para estratégias simples e capazes de transformar o dia a dia de alunos e professores.
Marcadores:
educação Copa do mundo 2014,
Volta as aulas
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Aos Professores
15 de Outubro, dia do professor.
Várias cidades do país fervem com manifestações da categoria. Pedem melhores salários e planos de carreira.
E ninguém pode discordar, deveriam ser profissionais regiamente pagos já que são eles que formam todos os outros profissionais.
Estamos em um momento péssimo quando se fala em educação. A desinformação e a ignorância reinam no país de norte a sul em todos os níveis escolaridade.
Se não fossem iniciativas isoladas seria pior ainda.
Isso é fruto de anos de descaso dos governos, de silêncio da população, do surgimento de escolas e universidades de qualidade duvidosa e também de confusões geradas por uma miscelânea de teorias e filosofias adotadas (e abandonadas) em outros países e que estão a anos luz de nossa realidade.
Valorização tem que estar ligada a evolução da qualidade.
Mas hoje (e sempre), são eles que tem que botar a boca no trombone.
Para mim, sempre é um dia de boas lembranças. Lembranças carinhosas pelos professores que tive durante toda a vida. Desde a do 1º ano, D. Bernadete até os da pós.
Hoje, amigos que estudaram comigo são professores. Tenho certeza de que são bons porque a semente de que vieram era muito especial.
As redes sociais nos permitem ter contato com alguns que fizeram parte de nossa formação, inclusive autores dos livros que lemos!
Por isso, ainda acho que podemos melhorar a educação no país. Trocando experiência, buscando mais e mais informação e influenciando jovens e seus pais sobre a importância disso para o futuro do país e das novas gerações.
E isso, só se faz com bons professores.
Parabéns a todos eles!
domingo, 26 de maio de 2013
Tradição e e evolução
Minha neta estuda em um colégio católico tradicional na região, muito antigo, muitos alunos e bem caro. Só está lá por insistência do pai que também estudou nele e guarda excelentes lembranças.
Tenho que admitir que a base estrutural da educação de meus filhos e o conhecimento acima da média que eles tem são resultado do que receberam no ensino fundamental.
Mas já no tempo deles (há mais de 20 anos!), eu tinha uma restrição ao que via acontecendo ali. Em períodos de fechamento de notas, quando as crianças tinham que entregar trabalhos, via na porta da escola que a maioria dos pais discutiam as notas recebidas pelos filhos. Comparavam desempenho mostrando os trabalhos entregues de uns e outros. Em geral notas boas. Até aí, tudo certo.
.
O problema é que os trabalhos com maiores notas eram evidentemente feito por adultos!! E não era difícil confirmar isso. Facilmente os pais faziam comentários sobre quanto tempo precisaram para executar as tarefas....
Eu já me perguntava como os professores podiam aprovar isso? Mas o faziam.
Aqueles alunos são os empresários, profissionais liberais e trabalhadores de hoje, inclusive professores. O que esperar deles?
Mais tarde, filhos de amigos que os tiveram mais tarde (cerca de 5, 7 anos de diferença) também estudaram lá e alguns até o final do ensino médio. A formação foi muito boa, mas seus pais também observavam as mesmas preocupações que eu.
Acompanhando o desenvolvimento deles, percebia que bons alunos eram mais bem aceitos por lá e que os mais problemáticos acabavam, com mais dificuldades, sendo aprovados ao final .
Há dois anos uma amiga pediu indicação sobre o colégio. Eu disse que aprovava e contei da herança que deixaram aos meus filhos e aos de amigos.
A tal aluna foi matriculada. A menina vem de uma família de gente muito dedicada aos estudos, é tremendamente inteligente e esforçada. Estava nos últimos anos do fundamental. Suas notas eram todas máximas. Em pouquíssimo tempo (algo como 3 meses) passou a ser isolada pelos colegas, ridicularizada, enfim, o tal do bullying. Sugeri a mãe que procurasse a escola porque eles tomariam alguma providência. Ela foi, e para minha surpresa foi dito à ela que sua filha não se adaptara a escola!! A mãe, diante de tal falta de pulso, tirou-a do colégio, claro.
Espantada, comentei o fato com uma ex aluna que estudou na escola a vida inteira. Ela ainda não me explicou porque, mas a filha dela não foi matriculada lá...
Até aqui, podemos registrar dois erros graves:
1 - A escola que ao invés de estimular a responsabilidade dos alunos, fecha os olhos para interferências sem ética alguma dos pais.
2 - A escola que para não ter um trabalho danado, evita lidar com o bullying em relação a alunos acima da média, defendendo os menos interessados.
Agora, outro dia, vejo que minha neta ganhou fora de hora (não era aniversário, natal, etc) um desses jogos eletrônicos caros e sofisticados.
Fiquei quieta, mas logo veio a explicação. No primeiro "dia de levar brinquedo", uma espécie de "casual day" infantil, minha neta (6 anos) escolheu um livro de colorir com jogos do tipo forca, pontilhados.... no segundo, as bonecas favoritas, depois sei lá o que , mas sempre brinquedos, coisas de crianças.
Só que a mãe dela percebeu que ela chegava em casa contando que os colegas levavam lap tops, video games e celulares (ela tem um mas não leva pra aula!) e por isso comprou o tal aparelhinho.

Eu não sei o que vocês acham disso.
Eu, sou a favor 100% da inclusão da tecnologia nas aulas, afinal, essas crianças já nasceram digitais e é inegável que esses instrumentos ampliam o mundo de qualquer um.
Porém, também sou 100% favorável à manutenção daquilo a que se chama infância!! Um tempo de interação, de socialização e aprendizado.
Pular das brincadeiras inocentes que nos ajudam a construir nossa realidade futura, para um mundo digital onde temas como violência, disputas acirradas, morte e renascimento instantâneos e sem consequências estão sempre presentes, pode fazer com que percamos totalmente o fio da meada de nossa sociedade...
E aí, registro aquele que chamo de erro número 3 - A escola sendo conduzida e não conduzindo.
Já combinamos que falaremos do fato na próxima reunião.
Afinal, escreveu e leu o pau comeu???
Aqui, prefiro a tradição no lugar da tal evolução.
Marcadores:
alfabetização,
bullying,
educação,
ensino digital,
ensino tradicional,
escola,
formação
quinta-feira, 7 de março de 2013
SOS Educação São Paulo
Dia desses li no Twitter uma notícia sobre as escolas de período integral em São Paulo que me deixou perplexa!
Segundo a notícia (que depois confirmei em várias publicações) os alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental dessas escolas não terão em seus currículos as disciplinas : Ciências, Geografia e História!
As 8 horas passadas na escola serão divididas entre 60% para o Português e 25% para Matemática, mais Educação Física e Artes.
O que se pretende com isso?
Tenho visto pela mídia discussões sobre a idade ideal para a alfabetização e algo como a diretriz de que ela deverá estar completa no 3º ano. Esta é outra história que sinceramente me incomoda tanto que não fui atrás de informações mais concretas.
O que aconteceu com as crianças que liam e escreviam ao final do 1º ano?
Vamos nos ater à primeira notícia tenebrosa.
Qual a razão deste reducionismo?
O que queremos para nosso país? Uma população apenas capaz de fazer contas e ler ou escrever textos?
E para que alguém quer ler e escrever se seus horizontes foram privados de tudo que o conhecimento em história e Geografia pode nos proporcionar?
Como podemos reclamar da pequena quantidade de cientistas em ação no país se privarmos nossas crianças de fazerem aquelas primeiras experiências em ciências físicas, químicas e biológicas que tanto as deixa felizes e curiosas?
Sou de uma geração que lamenta a extinção de matérias como Educação Moral e Cívica (EMC), Organização Social e Política (OSPB) que ao menos nos atavam ao interesse pela vida cidadã. Lamentamos também a extinção do francês e do latim, tão úteis para uma melhor compreensão do português...
Mas vá lá! OSPB e EMC ficaram com cara de coisa da ditadura e aí muitos as rejeitam, o que é uma grande bobagem. Latim nem deve ter professores suficientes hoje em dia e a França perdeu para os yankees em importância por aqui lamentavelmente.
Mas daí a abandonar Ciências, História e Geografia? Não faz sentido nenhum.
As matérias não são excludentes. Estudar História é um excelente caminho para reforçar o Português.
Estudar Geografia nos permitiu sempre saber em parte para que afinal servem a Matemática!
Pensar que as crianças de hoje não seriam capazes de aprender a ler e escrever ao mesmo tempo que estudam as outras matérias é admitir que tem um déficit intelectual gravíssimo.
As crianças de escola pública em geral não tem em casa estímulo que abram seus horizontes para algo além do básico.Hoje, isto é tarefa da escola.
Limitá-las ao mínimo essencial é traçar para elas um futuro ainda mais medíocre.
Eu sinceramente não sei qual foi o caldeirão de erros que nos trouxe a este momento horroroso de nossa educação. Eu, particularmente acredito que uma das razões foi a adoção do construtivismo há algumas décadas. Essa teoria supõe o conhecimento auto construído em bases individuais. Isto pode ser muito bom quando se tem meia dúzia de crianças para ensinar, não um país inteiro!. O método foi abandonado há tempos na maioria dos países inclusive na própria França sua maior entusiasta.
Que saudade de Branca Alves de Lima!
E se os alunos de hoje não conseguem chegar ao final do 1º ano lendo e escrevendo e portanto precisam de um mergulho exclusivo em poucas matérias acho que algo está errado e não é com elas, é com os professores ou com os métodos educacionais adotados.
Por favor, não criem mais uma geração perdida.
Permitam que ela possa pensar de forma crítica e com conhecimento, para que possam reconstruir este país.
Ou então, permitam a educação "in home", quem sabe alguns adotem crianças que precisem dela para ter acesso às maravilhas de um conhecimento amplo e produtivo?
Dá prá alguém fazer alguma coisa?!
Marcadores:
ciências,
educação,
educação sãopaulo,
ensino integral,
geografia,
historia
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Dica de Livro
Olá Pessoas,
Passando só pra indicar um livro: Gonzaguinha e Gonzagão de Regina Echeverria.
Quem gosta ou tem interesse na história da música, do rádio e do mercado fonográfico brasileiro vai adorar!
Até mais e boa leitura
Passando só pra indicar um livro: Gonzaguinha e Gonzagão de Regina Echeverria.
Quem gosta ou tem interesse na história da música, do rádio e do mercado fonográfico brasileiro vai adorar!
Até mais e boa leitura
domingo, 13 de janeiro de 2013
O Poder do Livro 1
Olá Pessoas.
Resolvi numerar os posts sobre o poder dos livros para o caso de conseguir dar sequencia a eles, considerando os vários estilos literários, mas não posso garantir nada
.
Acredito de verdade que os livros tem poder. E se alguem duvida, estão aí Bíblia o Alcorão, a Torá e tantas outras escrituras para confirmar minha tese.
Eles vem influenciando pessoas há séculos, levando as histórias e estórias do mundo à diante no tempo e no espaço. Causam verdadeiras revoluções, guerras mesmo, apenas pelo que apresentam.
Aí, acompanho e participo de campanhas de incentivo à leitura. Vejo muita gente comentando que não se lê mais como antigamente e que o brasileiro não gosta de ler. As duas afirmações são parcialmente verdadeiras e tem seus motivos. Não se lê mais com tanta frequência porque o mundo anda muito rápido e exigente além de oferecer hoje outras alternativas para nos informarmos e nos distrairmos. No Brasil a questão é de falta de hábito misturada ao alto preço dos livros, o número de bibliotecas públicas menor do que o ideal e o mais triste: o impedimento causado pelo analfabetismo funcional. Mas isso é outra conversa.
Aqui vou falar sobre minha opinião sobre o Poder do Livro.
Espero que os educadores e afins, assim como os interessados em leitura se manifestem, opinem também e adorarei saber que meu texto "acordou" alguém para as possibilidades do uso desse poder que os livros tem na sua vida, especialmente como educador.
Eu, particularmente não tenho estilos literários preferidos. Leio o que cai nas minhas mãos ou de acordo com meus interesses em cada época. Meu estado de humor também influencia muito na escolha.
Nos tempos de consultório "full time" na primeira entrevista uma de minhas perguntas era sobre o que a pessoa gostava de ler (livros, jornais, revistas) e isso já me dava um belo mapa de quem ela era.
Hoje, para começar, vou citar o Poder das Biografias.
Eu venho me interessando por elas cada vez mais.
Elas nos trazem informações sobre a vida de pessoas a quem admiramos, a quem odiamos, com quem discordamos ou não. Aprendemos sobre suas ideias, compreendemos seus motivos e podemos nos previnnir de situações a partir da experiência alheia.
Mas isso, todo mundo sabe.
O que acho importantíssimo frisar, é que as biografias, são um ótimo material de estudo não só sobre a vida da pessoa que descrevem mas também trazem um retrato especial, quase tangível da época em que ela viveu, suas origens, a sociedade e até a geografia (física, econômica, humana) em que sua vida foi inserida.
Aspectos econômicos e políticos de vários períodos podem ser melhor compreendidos através de uma biografia. Os hábitos e costumes de determinadas regiões, a cultura de um povo...
É muito importante que professores percebam que o uso dos livros pode auxilia-los muito no interesse de seus alunos em suas matérias.
Ainda nos tempos de consultório vivi experiências muito gratificantes na orientação de professores através do uso de livros aparentemente desfocados do tema em suas aulas. Sempre funciona!
Imaginem como seria estimulante sugerir aos alunos a leitura de biografias de gente que eles admiram e fazer dessa leitura um trabalho escolar trimestral, por exemplo.
A escolha das personagens biografadas pode ser sugerida mas não imposta. E claro, o professor precisará ler todos os livros escolhidos pelos alunos.. E sem reclamar oras! afinal, de professores devemos esperar um interesse em conhecimento perene!
A sugestão deve ser abrangente. E preferencialmente voltada para os interesses dos alunos em cada época.
Usando uma experiência pessoal com alunos de ensino médio (d periferia da periferia de Guarulhos), garanto que vocês vão se surpreender com os interesses da rapaziada!
Vi meninas interessadas em Lampião porque ouvia histórias contadas pelo avô a rapazes "apaixonados" por Marilyn Monroe. Cabe lembrar que não estou falando de rapazes com acesso fácil à cultura e nem de, como chamam isso hoje? coxinhas? no meu tempo eram Mauricinhos. Tô falando de rapazes que quando falaram em Marilyn nem sabiam o nome dela. Me disseram assim: "aquela loira gostosa com peito quase de fora q até cantou parabéns pra um presidente e que depois apagaram não sei porque. Maior preju!!, mulher gostosa devia viver pra sempre" . Né? Então.. cabe ao professor decifrar a coisa.
Querem duas indicações super interessantes e produtivas quando o assunto é conhecer a história dos locais e o contexto social onde se desenrolam as bios? Sugiro Tim Maia e Eric Clapton! O último além de tudo surpreende pela qualidade do texto.
Para os que tem dificuldade de leitura é mais difícil sim, mas se o biografado for de interesse do leitor seja lá por qual motivo, o poder do livro se manifesta.
Seus alunos ou filhos vão optar por Barbie (existe bio dela, ou história da marca) ou Justin Bieber? Tudo bem, na boa... Você poderá abrir milhões de discussões a partir da vida deles.
Assim, você estará abrindo mais um canal de informação e melhoria da educação sem conflitar com os novos tempos.
Experimente.
O Livro tem Poder!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Educar para Crescer
Quando falamos em educação, em geral discutimos conteúdo programático das escolas, preparo de professores e a participação indispensável das famílias no acompanhamento da vida escolar dos filhos.
Tudo isso é indispensável
Porém, chegamos a um ponto de degradação, onde ou todos nós entramos na luta ou jamais chegaremos a algum lugar.
Quero falar da educação mais ampla, aquela que foge das responsabilidades da escola.
Aquela que é devida aos pais, aos que orientam crianças e jovens e que também se perdeu nas últimas 4, 5 décadas.
Muito tempo passou desde aquela época quando um olhar dos pais já nos dizia muito ou que a princípio, figuras de autoridade (pais, sacerdotes, professores, etc.. ) eram respeitadas.
Em algum ponto começamos a soltar as rédeas, transferir responsabilidades e deu no que deu.
Hoje, fica até difícil fazer com que as tais figuras de autoridade sejam respeitadas já que nos chegam informações tenebrosas a respeito delas. Afinal, elas também fazem parte deste grupo de rédeas frouxas....
Todos conhecem os arroubos típicos das crianças e dos jovens. Eles acreditam que podem tudo, que conhecem tudo.
E os mais velhos descobriram em algum momento da vida que isso é pura ilusão, resultado das explosões hormonais misturadas a pouca experiência.
Mas chegamos num tempo onde eles não apenas se iludem, botam em prática seus delírios de potência.
E não dá pra saber onde o resultado disso é pior: se nas classes mais baixas onde o resultado costuma ser a prisão ou a morte precoce ou nas classes mais altas onde após investir grandes quantias na liberdade (através de fianças, advogados ou propinas) os responsáveis (quando o são) sabem que vão continuar com o coração aos pulos com o reforço oferecido à sensação de "tudo posso e me saio bem".
Buscar caminhos para melhorar isso não é ato individual, é coletivo.
Precisamos do envolvimento de toda a sociedade e de uma postura responsável em relação a essa situação.
Minha sugestão do dia?
Penso que todos podemos colaborar. Além de tudo aquilo que já sabemos e que se refere ao papel dos pais, família, professores, estado, autoridades, amigos, religiões, acredito também que os empresários, comerciantes e prestadores de serviço podem gerar espaço para essa educação global.
Um país não pode crescer com uma população de vândalos, corruptos e egoístas à la Lei de Gerson.
Alguns vão dizer que é assim que estamos crescendo.
Não, não estamos; estamos sim nos perdendo em dinheiro. E dinheiro ganho a qualquer custo e por qualquer caminho.
Se o mundo do trabalho se preocupar com o comportamento de seus empregados, suas atitudes, sua capacidade de agir com cortesia e em prol do grupo, além obviamente da capacitação, muitos pensariam duas vezes antes de infringir regras.
Há muito o que discutir a respeito, mas deixo a vocês a missão de pensar, comentar, criticar ou seja lá quais podem ser as impressões a registrar sobre o assunto.
Mas acredito piamente em educar para crescer.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Olá Classe!: Petróleo e Nióbio
Olá Classe!: Petróleo e Nióbio: Estou meio fora de ver notícias há alguns dias por atropelos de fim de ano. Mas parece que terei que arrumar um tempo para me inteirar ...
Petróleo e Nióbio
Estou meio fora de ver notícias há alguns dias por atropelos de fim de ano.
Mas parece que terei que arrumar um tempo para me inteirar do que está acontecendo neste país.
Acho que eu gostaria de ter uns 20 e poucos anos hoje em dia para ter tempo e energia para sair escarafunchando tudo o que se passa nessa eterna república de bananas que nunca chega ao tal futuro prometido.
Mas sei que não viveria muito. Aliás, acredito que "sumiria" se fosse ,por exemplo,para a câmara de vereadores ou chegasse a algum posto elevado no setor público.
Entro no Twitter agora à noite e sou informada que decidiu-se que os royalties do petróleo serão aplicados na educação.
Descubro também, que temos 98% das reservas mundiais conhecidas de um troço estranho chamado Nióbio.
Do que ouvi, parece que a tal substancia é fundamental em áreas chave para o desenvolvimento e é caríssima.
Tem muita gente feliz com a destinação dada aos royalties, mas me parece que poucos deles, como eu, jamais haviam ouvido falar em Nióbio....
Some-se a isso, o fato de que há 4 dias fomos agraciados com o penúltimo lugar mundial em qualidade de educação.
E alguém vai querer que eu fique animada?
Desistam, por favor!
Algo me diz que estamos tendo nossos tapetes puxados de forma absurda. Pensem em teoria da conspiração se quiserem mas, não só o Nióbio está debaixo do tapete de alguém ... Deve ter muita coisa sendo feita bem longe de nossos olhos.
Em uma semana em q a cena de telejornal mais incrível que eu vi foi a de uma ministra de estado dizendo com um sorriso no rosto, que o povo nordestino é esperançoso e vai esperar pela água até 2014, como se um atraso de décadas fosse bobagem, me pergunto: kd o dinheiro do Nióbio? kd o dinheiro de nossos impostos? O que é feito de todas as substâncias de nome esquisito que este país produz? Por que nossas riquezas jamais nos levam ao desenvolvimento proporcional?
E aí penso nos esperançosos dos royalties. Eu não consigo ser tão otimista assim. É muita grana entrando? Mas quanto dela efetivamente será usada onde deve? Quanto será desviado?
E o mais sério: digamos que cada centavo dos royalties cheguem mesmo aos bolsos da educação. Vocês acreditam que dinheiro faça milagres? Sim, porque só dinheiro não vai resolver nossa educação. Ele é essencial sim. Mas investir em fundo falido é uma dificuldade sem tamanho, não traz frutos. Não inventem de aumentar salários de professores, a não ser daqueles pobre coitados que trabalham por gorjetas nos interiores do país. Isso não resolve. A solução seria, a partir de uma grande soma de dinheiro, investirmos na formação e reformulação de professores. Um processo de reengenharia da educação, termo já desgastado mas útil como caminho. E de um trabalho monumental com os alunos de todos os níveis de escolaridade.
Precisamos também de preparar solidamente os diretores de escola. Gestão escolar é peça fundamental para a melhoria da qualidade da educação.
De alguma forma também, esse dinheiro precisará ser investido nas famílias. Não falo de bolsas! Falo de um tipo qualquer de psicodrama social que mobilize as famílias e as comunidades em prol da educação.
Vão ter aqueles que defenderão seus rincões: ensino fundamental, médio e superior. Nada de bairrismos! Todos os níveis tem que ser melhorados, alterados mesmo.
Há muito o que dizer, não conseguiria esgotar o tema aqui. Porém, vou tocar levemente em um ponto, o da revisão dos cursos universitários particulares. Sem querer, já que não é minha função principal, tenho esbarrado na necessidade de avaliar, mesmo que superficialmente a formação recebida por diversos profissionais de nível universitário. Fico escandalizada! E só eu fico!! Isso acontece, porque entre os que convivo, talvez eu seja a formada há mais tempo. Os avaliados em geral formaram-se a partir da 2ª metade dos anos 90 do século XX. O ensino que receberam é muito superficial, básico mesmo. As exigências são muito menores se comparadas aos tempos em que eu estudei. Acho que a formação segmentada que vemos hoje por aí (ex: fazer 2 anos de curso, receber um diploma e SE quiser, fazer mais 2 e receber outro e por aí vai) só pode ser comparado em sua periculosidade e ineficiência com a promoção continuada dos ensinos fundamental e médio.
Portanto senhoras e senhores, comemorem, mas fiquemos extremamente atentos ao que vai ser feito com o dinheiro dos royalties e passemos a pedir explicações sobre todo o dinheiro que há neste país.
Em meio a tento petróleo e nióbio, o que temos visto é um excesso de ministros sorridentes, planaltinhos fervilhantes, e esperançosos desidratados.
Algo está muito errado.
Precisamos ficar de olho.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Eu e o Funk Parte 2
O documentário Funk Ostentação ( http://www.youtube.com/watch?v=FOjHuJ0k1ME ) mais do que uma divulgação do Funk e seus artistas, é um material de grande potencial para análises sociológicas.
Fala de ostentar, portanto de consumir.
E isso dá muito pano prá manga.
Consumismo é um mal que atinge a humanidade há muito tempo. Ele corrompe, ilude, distorce conceitos éticos, promove selvagerias de todos os lados (do mercado e do consumidor). Atinge todas as classes sociais.
Muito se tem dito, por exemplo, sobre o consumo nas classes abastadas. Há pouco tempo houve uma enxurrada de matérias sobre o consumo infantil. Não mais aquele consumo de brinquedos, mas o de moda e estética. São meninas de 8, 9, 10 anos que vão ao cabeleireiro semanalmente, ou as de 6, 7 que usam saltos altos contrariando, com o aval de suas mães (imbecis/plastificadas) qualquer sinal de bom senso.
Nem vou tentar no assunto do ser/ter. Parece que a maior parte da humanidade definitivamente escolheu o ter e é por ele que é guiada.
Aí, chegamos a um detalhe básico. Vivemos na era da informação automática, imediata.
A divulgação de produtos lançados do outro lado do planeta, chegam até nós em poucos minutos. A manipulação de nosso interesse por eles também.
Todos queremos o que há de melhor. Sempre foi e será assim.
O problema fica por conta da capacidade individual de discernir até onde somos capazes de chegar para atingirmos nossos objetivos.
Pois bem. A tal informação rápida, chega às classes C, D e E com a mesma rapidez.
A questão é que para as classes menos favorecidas a realização dos desejos está um pouco mais distante.
No documentário há uma participação do sociólogo Renato Meirelles, diretor do Instituto Data Popular ( http://www.datapopular.com.br/ )cuja visita eu recomendo e muito!
Ele diz " O discurso da denúncia perde força para o discurso de celebração" , referindo-se ao processo de migração do funk agressivo e cheio de violência e palavrões para o da ostentação, carros e jóias.
Quem se der ao trabalho de ler os artigos do Data Popular voltados para o comércio específico para classes baixas, vai entender do que eu falo.
Voltemos à distância entre o consumo de luxo e as classes C,D e E.
É óbvio que a aquisição de sonhos traz alegria (felicidade e outra coisa) e que celebrar isso é natural.
Natural também é que outros sintam-se estimulados a buscar caminhos para o pote de ouro.
E esse é o mote do Funk Ostentação, gente cantando o próprio sucesso, a ascensão social.
Dizer que houve aumento do poder de compra dessa faixa de mercado é tão fantasioso quanto dizer que não há inflação ou que o salário mínimo é suficiente.
Houve aumento sim, do acesso ao credito, fruto da astúcia de comerciantes que sabem das boas e honestas intenções desses consumidores.
Abrir caminho para esse tipo de consumo cria nas pessoas ideias de crescimento que convenhamos, não suportaria um leve tremor nas estruturas econômicas do país. Mas continuará a crescer juntamente com o ganho com juros e mais juros.
E essa situação, é sustentada por aquele meu assunto favorito: educação. Quer dizer, a falta dela.
Ler os artigos do Data Popular e ouvir os depoimentos do documentário nos mostra o fato de que nada é mais simples do que convencer e guiar analfabetos funcionais. O pior é qe hoje eles já chegaram as classes A e B, portanto, um dia vão ocupar postos chave, de comando.
Ao invés de provocar arroubos de preconceito ou discussões sobre bom e mau gosto, o Funk Ostentação deveria mobilizar aqueles "educados" que ainda restam neste país para à partir do ritmo que faz a cabeça desses rapazes e moças. criar algo melhor e produtivo.
O que falta é a percepção de que aqueles produtos de luxo desejados deveriam vir acompanhados de detalhes dos mundos aos quais pertencem originalmente, o conhecimento, a cultura, a educação .
Ou será que não h´a mais "educados" interessados em outra coisa que não o consumo e a ostentação?
Portanto caro leitor, não importa se você consome selvagemente ao som de ópera, rock ou funk. O que importa é o peso da ostentação na balança da sua vida.
Ola Pessoas
Adoraria que os seguidores de outros países dessem um olá, se apresentassem. São tantas as visitas de Palo Alto -EUA, por ex... gostaria de saber quem são.! Abraço
sábado, 24 de novembro de 2012
Eu e o Funk Parte 1
O sucesso do documentário do qual meu filho é um dos produtores http://www.youtube.com/watch?v=5V3ZK6jAuNI&feature=plcp me deixou com muita vontade de voltar no assunto arte/educação/desenvolvimento.
Então, antes que alguns comecem a gritar que funk não é arte, vamos lá!
Primeiro uma definição, de um site muito consultado especialmente no meio escolar, o Info Escola:
"A designação do termo Arte vem do latim Ars, que significa habilidade. É definida como uma atividade que manifesta a estética visual, desenvolvida por artistas que se baseiam em suas próprias emoções. Geralmente a arte é um reflexo da época e cultura vivida. (..) A Arte é desenvolvida com o intuito de mostrar o pensamento do artista e expressar os sentimentos, por meio de correntes de estilo e estéticas diferentes."
E todo mundo sabe que ela se manifesta por diversos canais: pintura, desenho, escultura, fotografia e música.
O que é música? Na Wikipedia "A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas)[1] é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncioseguindo uma pré-organização ao longo do tempo.[2]
É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.(..)Para indivíduos de muitas culturas, a música está extremamente ligada à sua vida.
Portanto, temos aí uma manifestação de arte (a música e a dança) fortemente influenciada pelo meio culural que a produz.
Não estou discutindo se eu ou vocês gostamos de funk. Mas, o fenômeno está aí, as barreiras sociais estão derrubadas e o ritmo cresce na mídia alcançando todas as camadas sociais.
Aí, fico tentando entender, querendo escrever à respeito e não me acho, porque não vou parar neste post... O Funk vem se mostrando um fenômeno social tão forte que merece discussões sobre todos os seus aspectos. Hoje falo apenas da música e da dança em si, alvo de preconceito e rejeição de muitos e adoração para outros tantos.
Vale lembrar, que tudo que é novo ou "desviado" da ordem vigente causa espanto.
Isto aconteceu sempre, da música erudita (e seus diversos compositores ao longo dos séculos) passando no caso do Brasil pelo samba, amplamente rejeitado nos primeiros tempos, ao rock no mundo todo.
Quem não conhece a rejeição sofrida no início por Elvis Presley, por exemplo? Seus movimentos sensuais escandalizaram o mundo.
Quantas meninas inglesas foram trancadas em casa por seus pais para não irem a shows dos Beatles dos primeiros tempos?
Quanta gente achava um horror o clima de Woodstock?
Samba era coisa de preto/ pobre /marginal até muito pouco tempo... ou estou enganada?
Aí vem o funk, com suas letras altamente agressivas (os tais proibidões), fruto do meio social em que vivem seus compositores. É praticamente uma descrição de seu dia a dia. E quem já esteve na periferia de cidades como São Paulo e Rio, sabe que não há exagero nas letras.
Sou a favor dessa temática? Não. Acho que apenas sedimenta um pensar, um sentir violento, coisa que o mundo não precisa, já tem demais! Mas é real e socialmente justificável.
Agora, destaca-se uma nova fase do Funk, o chamado Funk Ostentação, que será o tema das minhas "análises" no próximo post . Como é possível constatar no documentário, a nova fase reflete a alegria das classes D e E (de onde geralmente vem os compositores) com sua "ascensão social". Porém, poucos fora do "meio produtor" do Funk param para ouvir as letras o suficiente para compreendê-las, mesmo porque, há tanta gíria e tantos erros, que muita gente vai torcer o nariz mesmo. A situação me faz lembrar (e portanto, parar, ouvir e pensar a respeito) aquela situação bem conhecida dos mais velhos e que acontecia lá nos anos 60, 70, onde os "patrões" diziam que não assistiam o programa Silvio Santos e outros no gênero, e quando eram pegos em algum comentário sobre o tal programa, diziam que haviam passado pela porta do quarto da empregada....
Quando comecei a pensar em falar a respeito, e já disse, vou fazer um outro post tentando analisar outra parte deste fenômeno, fiz algumas elocubrações... eram mais ou menos assim:
- o Funk tem um ritmo contagiante, difícil não "se mexer"
- de mulher e homem bonito todos gostam
- sensualidade? ou mais! excitação sexual? quase todos gostam, os que dizem que não... vai saber...
- champange, Wiskhy caro, vodka russa? muitos gostam.
- carros e motos potentes, relógios caros, barcos, jóias? quase todos gostam.
- dinheiro? TODOS gostam e querem.
- Fama, status? pouquíssimos dispensariam...
Então por que diabos não paramos de criticar e encontramos uma função mais positiva para esse estilo musical????
Mas isso, vocês talvez só entendam depois do próximo post.
Um funk ao menos de que eu goste? Claro... vá lá! Um clássico que vivo cantando e já dancei muito!
Até o próximo!
-
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Será o Benedito?
Olá Pessoas. Há quanto tempo!
Esse rapazinho aí em cima é o simpático Benedito, que faz parte do Projeto Da Consciência à Ação idealizado pela @marisacruz e no qual faço uma pequena participação.
Nas minhas andanças pela periferia de São Paulo trabalhando pelas Oficinas Culturais da Secretaria de Estado da Cultura ou pelo projeto do Benedito, tive a oportunidade de um contato consistente com crianças e jovens de escolas públicas. E isso me faz lembrar dos meus tempos de estudante.
Fiz o "primário", equivalente hoje às 5 primeiras séries do ensino fundamental em uma belíssima e excelente escola católica. Salas amplas arejadas e limpas, disciplina e bons modos valorizados e respeito a pais e professores tão obviamente esperados que nem era preciso "trabalhar" o assunto, ele fluía tão natural quanto nossa respiração.
Ao final das 4 primeiras série, já se sabia que as escolas públicas eram melhores, assim, meus pais me transferiram para uma grande escola perto de casa, como era de costume. Boas instalações, bons professores.
Nos 5 anos que se seguiram, as coisas começaram a mudar com certa rapidez e quando mudei de grau e de escola para cursar o "colegial" atual ensino médio, disciplina e respeito já não faziam tanto sucesso e isso incluía a derrocada das instalações das escolas.
Mas nada que se compare ao que vemos hoje em dia.
Contei essa história para que vocês entendam meus próximos comentários.
Pois bem, nas andanças de que falei acima, conheci vários CEUS (Centros Educacionais Unificados) da Prefeitura de São Paulo. Se quiserem conhecer mais sobre esses equipamentos públicos acessem o site
http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Anonimo/CEU/apresentacao.aspx?MenuID=159&MenuIDAberto=135
Não vou ficar discutindo aqui o pai da criança. Todos sabemos que esse modelo de escola começou no Rio de Janeiro com os chamados Brizolões (de Leonel Brizola) que pretendia aproximar nossas escolas dos modelos estrangeiros em que as crianças passam várias horas por dia aos cuidados das instituições.
Não sei o fim da história no Rio, ou como vão as coisas por lá.
Aqui, aos trancos e barrancos, a coisa tem andado.
O que me impressiona é pensar que qualquer um de nós, os com mais de 40 anos que estudaram lá atrás em escolas públicas ou privadas, adoraríamos ter estudado em escolas semelhantes aos CEUS de São Paulo.
Aquilo parece o céu mesmo! É tudo muito bonito e bem cuidado, há tudo o que se possa pensar em matéria de educação, esporte e cultura.
Os CEUS estão instalados em áreas bastante periféricas e muitos ficam dentro ou muito próximo a favelas atendendo um número enorme de famílias.
Imagino que para muitas delas seja um grande alívio ter onde deixar suas crianças enquanto trabalham.
Não acredito que o fato de um jovem passar muitas horas na escola tenha outra função alem de proporcionar à ele oportunidades de formação integral. Se não for assim, não faz sentido.
Agora, é claro que não é o resultado que vem sendo obtido. E não adianta discutir porque eu não vou mudar de opinião.
Não estou dizendo que este não é o objetivo dos envolvidos neste Projeto. É sim. Mas aí esbarra-se em todas aquelas questões de que falo sempre aqui, no http://deamaliaazeppelin.blogspot.com ou em qualquer lugar onde o assunto surja.
Me impressiona que os responsáveis por essas instalações tenham problemas em fazer com que muitos alunos não ajam como vândalos destruindo os equipamentos.
Esses alunos e seus pais, precisam entender que neste país, quando se obtém algo bem feito, algo importante, deve-se mantê-lo, brigar por sua continuidade e por sua conservação.
Precisam entender que nada daquilo é "de graça". É público. Mas isso significa que é pago e em geral muitíssimo bem pago por eles mesmos através do pagamento de impostos.
Aí, fica a pergunta:
SERÁ O BENEDITO que ninguém vai dar um jeito nisso?
Esse rapazinho aí em cima é o simpático Benedito, que faz parte do Projeto Da Consciência à Ação idealizado pela @marisacruz e no qual faço uma pequena participação.
Nas minhas andanças pela periferia de São Paulo trabalhando pelas Oficinas Culturais da Secretaria de Estado da Cultura ou pelo projeto do Benedito, tive a oportunidade de um contato consistente com crianças e jovens de escolas públicas. E isso me faz lembrar dos meus tempos de estudante.
Fiz o "primário", equivalente hoje às 5 primeiras séries do ensino fundamental em uma belíssima e excelente escola católica. Salas amplas arejadas e limpas, disciplina e bons modos valorizados e respeito a pais e professores tão obviamente esperados que nem era preciso "trabalhar" o assunto, ele fluía tão natural quanto nossa respiração.
Ao final das 4 primeiras série, já se sabia que as escolas públicas eram melhores, assim, meus pais me transferiram para uma grande escola perto de casa, como era de costume. Boas instalações, bons professores.
Nos 5 anos que se seguiram, as coisas começaram a mudar com certa rapidez e quando mudei de grau e de escola para cursar o "colegial" atual ensino médio, disciplina e respeito já não faziam tanto sucesso e isso incluía a derrocada das instalações das escolas.
Mas nada que se compare ao que vemos hoje em dia.
Contei essa história para que vocês entendam meus próximos comentários.
Pois bem, nas andanças de que falei acima, conheci vários CEUS (Centros Educacionais Unificados) da Prefeitura de São Paulo. Se quiserem conhecer mais sobre esses equipamentos públicos acessem o site
http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Anonimo/CEU/apresentacao.aspx?MenuID=159&MenuIDAberto=135
Não vou ficar discutindo aqui o pai da criança. Todos sabemos que esse modelo de escola começou no Rio de Janeiro com os chamados Brizolões (de Leonel Brizola) que pretendia aproximar nossas escolas dos modelos estrangeiros em que as crianças passam várias horas por dia aos cuidados das instituições.
Não sei o fim da história no Rio, ou como vão as coisas por lá.
Aqui, aos trancos e barrancos, a coisa tem andado.
O que me impressiona é pensar que qualquer um de nós, os com mais de 40 anos que estudaram lá atrás em escolas públicas ou privadas, adoraríamos ter estudado em escolas semelhantes aos CEUS de São Paulo.
Aquilo parece o céu mesmo! É tudo muito bonito e bem cuidado, há tudo o que se possa pensar em matéria de educação, esporte e cultura.
Os CEUS estão instalados em áreas bastante periféricas e muitos ficam dentro ou muito próximo a favelas atendendo um número enorme de famílias.
Imagino que para muitas delas seja um grande alívio ter onde deixar suas crianças enquanto trabalham.
Não acredito que o fato de um jovem passar muitas horas na escola tenha outra função alem de proporcionar à ele oportunidades de formação integral. Se não for assim, não faz sentido.
Agora, é claro que não é o resultado que vem sendo obtido. E não adianta discutir porque eu não vou mudar de opinião.
Não estou dizendo que este não é o objetivo dos envolvidos neste Projeto. É sim. Mas aí esbarra-se em todas aquelas questões de que falo sempre aqui, no http://deamaliaazeppelin.blogspot.com ou em qualquer lugar onde o assunto surja.
Me impressiona que os responsáveis por essas instalações tenham problemas em fazer com que muitos alunos não ajam como vândalos destruindo os equipamentos.
Esses alunos e seus pais, precisam entender que neste país, quando se obtém algo bem feito, algo importante, deve-se mantê-lo, brigar por sua continuidade e por sua conservação.
Precisam entender que nada daquilo é "de graça". É público. Mas isso significa que é pago e em geral muitíssimo bem pago por eles mesmos através do pagamento de impostos.
Aí, fica a pergunta:
SERÁ O BENEDITO que ninguém vai dar um jeito nisso?
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
A educação que eu quero
Por hoje, começo falando do quanto acho lamentável que este blog esteja "sem assunto" há quase 3 meses.
Muitos foram convidados a colaborar aqui, pouquíssimos o fizeram. É pena.
Falamos muito em educação por todos os canais possíveis, mas as estatísticas e especialmente o dia a dia nos mostram que nada acontece de bom.
Mesmo aqueles poucos casos de avanço no Brasil, em poucos locais, não nos dão a certeza de algo consistente nem ao menos suficiente.
Alardeia-se ultimamente o ensino técnico como a salvação da educação.
Sinto muito mas discordo. O ensino técnico que já foi muito bom no Brasil entre os anos 60 e 70, não vai suprir nossas necessidades educacionais. Ao menos não na educação que eu quero.
A formação técnica pode nos dar excelentes especialistas em determinadas áreas, mas não fornece a esses alunos e profissionais os elementos necessários para usurfruir daquilo que eu chamo de educação.
Educação é aquela coisa que te permite olhares diversos sobre muitos assuntos, que te dá condições de ir atrás de informação, de soluções e de novas buscas.
Ela também te faz entender que há opiniões divergentes que podem não estar erradas.
Afasta de você (é obvio) a ignorância e os atos cometidos em nome dela.
Torna você um ser mais adaptável, mais tolerante e mais colaborativo. Você passa a construir. E destruir, passa a ser menos atrativo ou produtivo.
Educar é ampliar horizontes, estimular a curiosidade, desenhar preferências e habilidades que pelo prazer que proporcionam levam ao aperfeiçoamento.
Esta é a educação que eu quero.
E você?
Muitos foram convidados a colaborar aqui, pouquíssimos o fizeram. É pena.
Falamos muito em educação por todos os canais possíveis, mas as estatísticas e especialmente o dia a dia nos mostram que nada acontece de bom.
Mesmo aqueles poucos casos de avanço no Brasil, em poucos locais, não nos dão a certeza de algo consistente nem ao menos suficiente.
Alardeia-se ultimamente o ensino técnico como a salvação da educação.
Sinto muito mas discordo. O ensino técnico que já foi muito bom no Brasil entre os anos 60 e 70, não vai suprir nossas necessidades educacionais. Ao menos não na educação que eu quero.
A formação técnica pode nos dar excelentes especialistas em determinadas áreas, mas não fornece a esses alunos e profissionais os elementos necessários para usurfruir daquilo que eu chamo de educação.
Educação é aquela coisa que te permite olhares diversos sobre muitos assuntos, que te dá condições de ir atrás de informação, de soluções e de novas buscas.
Ela também te faz entender que há opiniões divergentes que podem não estar erradas.
Afasta de você (é obvio) a ignorância e os atos cometidos em nome dela.
Torna você um ser mais adaptável, mais tolerante e mais colaborativo. Você passa a construir. E destruir, passa a ser menos atrativo ou produtivo.
Educar é ampliar horizontes, estimular a curiosidade, desenhar preferências e habilidades que pelo prazer que proporcionam levam ao aperfeiçoamento.
Esta é a educação que eu quero.
E você?
Marcadores:
educação,
ensino técnico
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Olá Classe!: Dia do Professor
Olá Classe!: Dia do Professor: Não poderia deixar passar em branco o Dia do Professor aqui no Olá Classe, que afinal, foi criado para abrir mais um espaço para ...
Dia do Professor
Não poderia deixar passar em branco o Dia do Professor aqui no Olá Classe, que afinal, foi criado para abrir mais um espaço para discutirmos e opinarmos sobre educação.
Quero dar os parabéns aos professores que por aqui passarem.
Vemos muitas notícias sobre reivindicações salariais, registros de classes incontroláveis e outras problemáticas da educação atual. Não que elas não sejam reais. Elas são, e todos sabemos disso.
Sabemos também que não são responsabilidade exclusiva dos professores e suas escolas, são fruto de anos de uma geração que se perdeu das normas, da ideia do equilíbrio entre direitos e deveres.
Mas não são esses aspectos da vida do professor que me fazem pensar hoje.
O Dia do Professor me traz lindas lembranças de mestres que tive durante a vida.

Teve a professora do 1º ano, doce, carinhosa mas extremamente exigente, D. Bernadete.
Aí veio D. Marlene, excelente mestra que além de suas obrigações pedagógicas nos apresentou lá nos longínquos 3º e 4 anos as dificuldades de lidar com preconceitos. Ela, branca, tinha um namorado negro!
Mais tarde, muitos outros marcaram suas presenças na minha vida. O "maluco" do professor de Artes, Sr Lourenço, que "vivia no mundo da lua", o de física, muito jovem e bonito que tinha dificuldades em nos fazer prestar atenção na matéria! O de história, Prof. Colbert, que além de nos passar o conteúdo de sua disciplina, nos falava da importância de conhecermos a história, inclusive a nossa própriaa. Ah claro! havia Madame Matilde, a de francês, que não admitia uma palavra de português em suas aulas.
Não sei se vocês notaram, mas me refiro à eles como Dona, Sr., Prof.... havia respeito à sua posição. Mas ele não era conquistado apenas pelo título, mas por suas atitudes, pelo seu conhecimento genuíno, por seu preparo e por seu real empenho em nos transmitir conhecimento ao mesmo tempo que valorizavam nossas conquistas e nos repreendiam por eventuais desleixos.
Esse respeito também nos era transmitido pelos nossos pais, que "vendiam" a imagem do professor, como alguém extremamente importante em nossas vidas.
Ou seja, a colaboração escola-família era espontânea, não vinha de decretos.
Depois vieram inesquecíveis mestres na faculdade e na pós graduação, esses porém, eram "menos distantes" de nós, afinal, éramos todos adultos, mas o respeito ainda estava lá, de ambas as partes.
Agradeço a todos eles, de coração.
Minha geração também guarda na lembrança aqueles que criavam caminhos para que nossos professores nos guiassem: os autores de livros didáticos usados por anos a fio, com pequenas alterações entre as edições. Isto hoje não acontece mais, parece que há outros interesses envolvidos além de um bom, firme e relevante conteúdo nos livros adotados.
Me lembro de muitos até hoje: Branca Alves de Lima e seus cartilha e livro "Caminho Suave", Celso Antunes em Geografia, Amabis Martho e Mizuguchi na Biologia, Henry Ey na psiquiatria e os incríveis Faraco e Moura na língua e literatura brasileiras.
Houve muita gente em nossa vida escolar, professores aos quais amamos ou odiamos pelo que nos faziam sentir. Pelas lutas que travávamos com nossas habilidades e dificuldades.
Com o passar dos anos, o que fica é a saudade, um amor genuíno por tudo que nos deram.
Aos professores de hoje, sugiro refletirem sobre a importância de seu papel.
Lecionar, não é uma atividade como outras tantas. È algo muito especial, cria os alicerces de vidas que por sua vez, constroem as nações!
Façam seu trabalho de uma maneira que daqui a 20, 30 anos, alguém escreva algo parecido com este texto, falando de vocês!
Desejo a todos os Professores um dia feliz e cheio de boas lembranças sobre os que lhe deram formação e sobre sua própria performance.
Parabéns!
http://www.youtube.com/watch?v=2U-nM8Tp78Q
Assinar:
Postagens (Atom)






























